A nossa história começou de um jeito bem moderno: no app. A Paula tinha entrado fazia menos de 24 horas e já tinha decretado para as amigas que ali só existiam dois caminhos possíveis — ou encontrava o próximo eterno namorado ou assumia perder a fé nos homens. O Vinícius, por outro lado, estava voltando para o “mundo dos encontros”. E foi assim que aconteceu o match.
Nos conhecemos, rimos bastante e, pouco tempo depois, veio o Carnaval de Salvador (o terror do Vinícius). Na volta da viagem, a Paula mandou um vídeo para as amigas dizendo: “essa é a minha despedida de solteira!”. O Vinícius achou graça e, na mesma noite, resolveu levar a ideia a sério — e pediu a Paula em namoro.
Desde então, a vida foi acontecendo de verdade. Mudamos de casa algumas (váááárias) vezes, saímos de São Paulo para Jales, atravessamos fases intensas de trabalho e até uma transição de carreira. No meio de tudo isso, fomos aprendendo a caminhar juntos.
Entre viagens, mudanças, conquistas (inclusive o nosso apartamento!) e muitas histórias, fomos construindo algo que sempre fez muito sentido para nós: parceria, cuidado e algumas piadas ruins.
Nossa rotina também tem suas marcas registradas: churrasco (porque o Vinícius faz o melhor churrasco do mundo e seria um risco perder esse churrasqueiro), novela comentada como se fosse reunião de análise — embora não seja só novela, porque precisamos falar do peso que Casamento às Cegas tem na nossa relação —, café da manhã na padaria, discussões sobre sábado ser dia de fazer exercício sim e o ritual sagrado do beijo de boa noite.
No meio disso tudo, fomos percebendo que, mesmo sendo um casal cheio de “atos de perturbação”, a gente se encaixa muito bem.
Já moramos juntos há algum tempo, dividimos a vida, o apartamento e até a casa com sogra (a dele, no caso). Em algum momento percebemos que não fazia mais sentido não casar. Não como um começo, mas como a formalização de algo que já existe: amor, parceria, carinho e companheirismo.
Pensamos em mil formatos diferentes de casamento ao longo do caminho. Chegamos até a visitar lugares incríveis e imaginar uma festa grande e animada. Mas, no fim das contas, voltamos à ideia inicial: uma celebração simples, leve e cheia das pessoas que fazem parte da nossa história.
Porque, se tem uma coisa que aprendemos nesses anos, é que a vida fica muito melhor quando é vivida junto — e compartilhada com quem a gente ama.